sexta-feira, setembro 29, 2006

SE ELE PODE, EU TAMBÉM POSSO

hoje não vou falar nada erótico, é penas um conto, uma crítica, e como tá ficando muito grande eu dividi em três partes.
Richardysson Wolfemberg of Silva, morador da ilha de Ostrov Kildin, era o mais velho de dois irmãos e tinha vinte e três anos. Apesar de ter um corpo forte, e aparentar boa saúde, nunca teve uma vida fácil, sempre trabalhou muito para poder se sustentar. A mãe morreu no parto de seu irmão Zé, e quando tinha cinco anos, o pai caiu da torre da Igreja Universal do Reino de Deus em que estava trabalhando.
Depois dessa tragédia, foi morar com um tio em uma invasão de Sem Terra em Zarubikra. Esse tio, mais poderia ser comparado a um monstro do que a um humano, tão asqueroso e estúpido que era, um ser alto, gordo, com o corpo cheio de pêlos e tinha cheiro de banha de capivara, mas foi o único que se dispôs a receber os meninos, e tinha como profissão, cortador de cana, profissão essa que Richardysson aprendeu logo.
Durante as noites frias de vento cortante, os três eram obrigados a dormir juntos, o tio de Richardysson aproveitava a situação para fazer tudo quanto era tipo de obscenidades com os dois, como tinha um coração bom e seu tio falara que aquilo era normal, ele agüentou tudo calado apesar de não gostar, e via que o Zé ficava feliz depois das brincadeiras.
Morando já a dois anos com seu tio e adaptado à dureza do serviço, uma doença terrível assolou toda a Rússia e seu tio morreu infectado pela gripe do frango. Para piorar, o Zé conseguiu uma grana para ir a Alemanha ver o show do Rebeldes, e nunca mais voltou.
O pobre mancebo não teve tempo para ficar triste por suas perdas, pois seu coração já se endurecera demais para sentir piedade ou compaixão pelos outros. Com poucos amigos ele se limitou a trabalhar arduamente dia após dia para se manter vivo.
Certo dia, enquanto cortava cana, uma cobra que resolvera fazer seu ninho em uma moita perto de onde Richardysson trabalhava, se sentiu ameaçada e já pronta para dar o bote que poderia ser fatal, foi percebida por ele e com um golpe certeiro de foice teve a cabeça decepada. O rapaz não sabia se agradecia aos céus por ter se livrado de uma morte dolorosa ou se lamentava por continuar vivendo naquela merda de vida que não tinha sentido para ele a não ser sofrimento e trabalho.
Pelo menos ele tinha uma mistura a mais para comer, e o couro da cobra poderia render alguns cruzados novos, enquanto preparava sua comida, reparou algo dentro da cobra.
Que estranho, uma medalha dentro da cobra e com uma galinha desenhada nela, nunca vi nem ouvi falar em uma coisa dessas. Confuso com a descoberta resolveu guardar a medalha junto com o couro da cobra.
Até que meu dia não foi tão ruim, tive carne para comer, vou vender o couro da cobra e quem sabe consigo algum dinheiro com a medalha. Pensou decidido o rapaz na hora em que se deitava, ansioso para chegar logo o próximo dia.
Assim que surgiu o primeiro raio de sol, Richardysson, levantou, se arrumou e rumou para a cidade que ficava a quatro milhas de distância de seu barraco. Chegando lá, encontrou as ruas do centro todas lotadas, tomadas por pessoas ávidas por consumir em poucas horas todo o dinheiro ganho em um mês de trabalho, ele teve dificuldade para localizar uma loja que comprasse couro de cobra e tinha pressa pois não tinha comido nada e a fome apertava o estomago. Entrou em uma loja que julgou ser de um comerciante justo, e estava certo em seu parecer.
O dono da loja, um experiente negociante de couro para estofado de carros esportivos ficou impressionado com o material apresentado pelo rapaz.
Meu filho, onde você encontrou essa peça? Perguntou o comerciante. Apesar de em nosso país não ter esse tipo de cobra parece que ela foi morta recentemente.
Mas ela foi morta ontem, meu senhor, eu mesmo matei enquanto cortava cana. Respondeu com simplicidade.
Olha meu rapaz, não duvido de suas palavras, pois vejo que você é uma pessoa digna de confiança. O que me deixa impressionado é que essa é uma pele de cobra cruzeiro e ela só é encontrada no Brasil.
Eu agradeço pela explicação, mas eu estou mais interessado em saber quanto o senhor paga por ela, pois preciso do dinheiro e já estou passando mal de tanta fome.
Me desculpe meu filho, eu posso te pagar cinco mil cruzados novos, e para me desculpar por estar te chateando com minhas considerações a respeito da pele, vou lhe dar o que comer. Disse o comerciante para o rapaz que apesar de estar maltrapilho, era de um porte físico muito bonito e se estivesse bem vestido poderia ser confundido com alguém da nobreza.
Eu não quero incomodar, o dinheiro já está bom, nem esperava receber tanto por uma coisa tão simples.
Eu insisto, faço questão de tê-lo em minha mesa. Chamou logo um empregado e disse para colocar um prato a mais na mesa, pois um jovem amigo seu ia almoçar com sua família.
A casa do comerciante ficava no fundo da loja, e os dois se dirigiram para lá a fim de almoçarem. Durante o almoço, Richardysson mostrou a medalha e apesar de o comerciante achar estranho ela ter sido encontrada dentro da cobra, não tinha valor, pois era um pedaço de latão e nem dava pra ver se realmente era uma galinha que estava desenhada nela, ele também contou sobre sua vida e o comerciante ficou com compaixão de todo o sofrimento que aquele rapaz passou. No fim de duas horas ele pegou o dinheiro se despediu do comerciante como se fossem velhos amigos e foi embora com a esperança de que sua vida iria melhorar.
Antes de ir para casa ele sentou em uma praça para descansar um pouco, já que morava muito longe, nisso aproximou-se dele uma velha e pediu um dinheiro para comprar remédio para o marido que tinha uma doença rara e estava em casa de cama. Desconfiado de que na realidade a velha queria comprar pinga, deu apenas oitenta centavos, para ela, foi como se fosse um tesouro e agradeceu profundamente.
Minha boa mãe, a senhora me comoveu com seus lamentos, como prova de minha consideração, também te dou essa medalha.
Ao receber a medalha a mulher mudou de cor, ajoelhou a seus pés e começou a chorar de alegria e dar graças aos céus .
Sem entender nada e constrangido, Richardysson pedia para que ela se levantasse, mas isso apenas fazia com que ela beijasse mais seus pés. Depois de muito insistir, a velha se levantou e um pouco recuperada do rompante que teve disse para ele.
Finalmente cumpri minha função na terra, já posso morrer em paz.
Como assim minha senhora, não estou entendendo nada do que a senhora está falando. Atônito respondeu ele.
Vou contar minha história. Disse e sentou ao lado do rapaz. Desde muito nova sou acometida de uns sonhos estranhos, tanto que quase fui considerada louca, nesses sonhos eu via um ancião que me dizia que eu tinha que encontrar o dono desse medalhão, e perturbada com esses sonhos eu cruzei o mundo todo atrás dele.
Como assim? Isso não passa de um pedaço de latão sem valor algum. Respondeu o rapaz. Eu acabei de ficar sabendo.
Você ainda não entendeu, para a visão do mundo pode ser isso mesmo, mas não para uma pessoa como você que é puro de coração. Você foi escolhido para ser o portador desse medalhão e ele vai te dar as respostas que tanto procura.
Não consigo entender o que a senhora está falando.
Calma, em breve você vai entender, minha busca termina aqui, mas a sua só está começando, lembre-se tenha sempre esse medalhão com você e nada de ruim irá te acontecer.
Como posso te agradecer pelo conselho? Falou tirando cinco cruzados novos para dar para a velha, mais para livrar-se dela rápido do que por ter acreditado em suas palavras.
Eu não preciso de dinheiro, já consegui o que precisava fazer, minha recompensa vou receber de outra pessoa. Só quero que você lembre de minhas palavras, pois você tem uma missão a ser cumprida. E leve este conselho: quando estiver andando no escuro, tome cuidado onde pisa, pois você pode tropeçar e acabar caindo.
A velha despediu-se e foi embora. Enquanto ia para casa, Richandysson pensava no que a velha havia falado e chegou à conclusão de que ela era louca, apesar de ele ter tido bastante sorte depois que encontrou a medalha.

quinta-feira, setembro 28, 2006

CONSOLO NO C* DOS OUTROS É REFRESCO
Como relatei anteriormente, minha primeira experiência na carreira de garoto de programa não foi nada boa, ou melhor, nem foi.
Depois do fatídico episódio, jurei para mim mesmo que não iria mais fazer aquilo. Então fui procurar outro tipo de trabalho, mas o melhor que encontrei foi como atendente de tele-marketing em uma operadora de telefonia móvel, apesar do salário muito baixo.
Mesmo com o emprego novo, eu não parava de pensar no episódio passado, e na razão de eu ter feito papel tão ridículo com aquela mulher. Tudo bem que ela era muito feia, era minha primeira vez, o que me deixou muito nervoso, e talvez em outra tentativa a história seria diferente, não que isso justifique, então liguei para meu amigo e resolvi encarar mais uma vez o desafio.
Me preparei direitinho, tomei um bom banho, coloquei minha melhor roupa e peguei o moto-taxi para o motel, até psicologicamente eu estava melhor, foda-se se a mulher é feia, eu tenho a obrigação de fazê-la gozar e pronto, se o pinto falhar, eu tenho a língua e duas mãos.
Antes de entrar no quarto, fiz uma prece para são Jorge que é o protetor contra os dragões, assim que abri a porta, vi que minha prece havia sido atendida. Que mulher! Uma morena aparentando 35 anos, com mais ou menos 1, 78m de altura, magrinha, seios fartos, bunda durinha, uma coisa perfeita, e tudo isso dentro de uma roupa pra lá de sensual. Já quis ir logo para o ataque, mas me controlei para que o que aconteceu no passado não se repetisse.
Enquanto recebia o pagamento (antecipado, você acha que sou bobo?), perguntei como uma mulher tão bonita como ela, que poderia ter qualquer homem, apelava para os préstimos de um profissional, ela me disse que casou muito cedo com um cara que tem certa influencia na cidade, teve quatro filhos, e sempre que quis realizar suas fantasias o marido não aceitava, sempre preferindo o tradicional. Enquanto ao uso de profissionais, era pela discrição e a vantagem de poder fazer tudo que sempre quis na cama, mas o marido não aceitava.
Já cansado de conversar, comecei a beijá-la, no que fui logo correspondido, sua pele quente e macia em contato com a minha me deixou com muito tesão, ela exalava um cheiro de sexo e parecia uma gata no cio enquanto eu a acariciava e ia descobrindo seus atributos mais secretos. Vi que ela já estava no ponto de ser penetrada, coloquei-a de quatro e quando ia começar a festa, ela tirou um consolo preto de debaixo do travesseiro, o negócio parecia cassetete da tropa de choque de tão grande que era e falou que queria enfiar em mim e veio com uma agilidade impressionante, que se eu não tivesse virado rápido, estaria sentindo dor até agora. Ela disse que não ia doer nada porque usaria o brinquedo com carinho e eu até ia gostar, é lógico que respondi que eu é
que tinha que estar falando aquilo e que no meu cú aquilo nunca entraria.
“Mas eu adoro enfiar isso no homem que está transando comigo, é só assim que eu sinto prazer, e depois quando estiver sendo fodida, sentir entrando todo em meu rabo” disse ela. Moça eu faço tudo o que você quiser, tudo, menos colocar um objeto estranho dentro de mim, ainda mais um objeto que entrando por trás poderia me matar engasgado.
“Mas eu paguei, então tenho o direito de fazer tudo o que quiser, sem dizer que vou te fazer enlouquecer na cama.” Ela falou isso com tanto tesão, com tanta convicção que se eu não tivesse dó do meu anus, tinha cedido. Usou todo quanto foi tipo de artinhas para me convencer a receber aquela estocada, mas fui bravo e me livrei de todas.
Até que ela ficou brava comigo, começou a me xingar, cuspir no meu rosto e me bater com o cassetete, eu me defendi como pude, levantei da cama, saí rápido do quarto colocando a roupa pelo caminho e só liguei pro moto-taxi duas esquinas depois do motel.
Até que fiquei satisfeito com aquele programa, pois não gozei na hora errada, continuo com as pregas do rabo intactas e consegui uma grana muito boa. Só tenho pena do marido daquela louca no dia que ele resolver realizar as fantasias da esposa e não ter para onde correr.

terça-feira, setembro 26, 2006

BEST-SELLER
O “mago” Paulo Coelho lança amanhã 27/09/06, seu mais novo livro intitulado A Bruxa de Portobello. Com certeza em pouco tempo vai ser sucesso de vendas. O autor deixou um terço da “obra” em seu blog e para não fazer um julgamento errado eu tive o cuidado de ler uma parte.
A primeira impressão que eu tive do que li foi de obviedade, mas é pior, é deplorável.
O livro narra depoimentos de pessoas que tiveram contato com a bruxa Sherine Kalil, protagonista da obra. Os personagens apesar de terem profissões diferentes, se confundem na pobreza de suas descrições, depois de um tempo a bruxa muda de nome para Athena, inspirado na deusa da sabedoria, inteligência e guerra (que merda).
É lógico que Paulo Coelho exagera do uso de temas espirituais e místicos. Outra coisa triste no livro, são as frase de efeito, como “ninguém acende uma lâmpada pala escondê-la atrás da porta”. Calma tem pior, mas não vou comentar essa droga.
O blog também tem seu lado cômico, tem vários testemunhos de imbecis que dizem não entender como o autor consegue exprimir aquilo que eles estão sentindo.
O que não consigo entender é como um autor que escreve sempre a mesma coisa em todos seus livros, é previsível e monótono consegue vender tanto. Tenho certeza que ele ficará por muito tempo no topo dos mais vendidos, enquanto isso, autores de qualidade estão deixando suas obra em gavetas por saberem que além de não terem incentivo para publicar, o grande público gasta seu dinheiro com porcaria.
vou deixar aqui o link do "mago" para que as pessoas que como ele são "guerreiros da luz" possam apreciar mais um monte de merda produzida por um imbecil

segunda-feira, setembro 25, 2006

COMEÇO

Bruna Surfistinha foi um divisor de águas dentro da literatura contemporânea, depois de Paulo Coelho ela é a escritora mais vendida do Brasil, e inspirado nesse mito vivo, essa personalidade que deve ser estudada por todos que pleiteiam uma vaga na universidade, já que ela pode e deve cair em qualquer vestibular, eu resolvi escrever minhas histórias sexuais.
Eu sou do interior, vim para Londrina com dezoito anos para fazer faculdade, mas depois de um ano, os sem terra invadiram a fazenda da família e papai não teve mais como me bancar.
Quando já estava desistindo de tudo e voltando para casa, um amigo me fez a proposta de trabalhar como garoto de programa, é lógico que recusei na hora, pois para mim isso era coisa de viado. Depois que tirou a faca que eu ia furar seu bucho da minha mão, ele explicou que eu poderia me especializar em mulheres, pois existem muitas que o marido não dá no coro e normalmente são bem de grana.
Depois de muito pensar na proposta, resolvi aceitar o desafio já que ele tinha uma cliente que poderia passar para mim e ela aceitaria a troca.
Com tudo resolvido, peguei o moto-taxi até o motel, mas chegando lá eu fiquei muito nervoso, já que era minha primeira vez, minhas mãos começaram a suar, meu coração acelerou e estava no ponto de ir embora até que resolvi entrar no quarto. Assim que abri a porta, ela percebeu o meu nervosismo e falou que seria paciente e carinhosa comigo.
A Jorgete (nome fictício), não era feia, mas também, não poderia ser considerada bonita, apesar de ter mais de cinquenta anos, não aparentava ter mais de quarenta e oito, não era gorda apesar de umas gordurinhas saírem pela lingerie, acho que ela estava fazendo regime com Liposan.
Ela pediu para que eu tirasse a roupa e sentasse na cama, um pouco mais calmo, e já refeito do susto de ver aquilo, obedeci, sem dizer que quanto mais rápido eu terminasse mais rápido eu me livraria do cheiro de fritura que exalava aquele corpinho. Para quebrar o gelo, ela sugeriu um 69, mas como eu estava com uma afta na boca, falei que teria que deixar para a próxima, então ela quis fazer uma oral, deixei, apesar do meu pinto não estar muito afim de conhecer aqueles lábios carnudos e rachados, mas por educação acabou cedendo.
Já totalmente pelado, joguei aquele monumento na cama e comecei a chupar seus peitos, mas a sensação de estar com um pneu ressolado na boca foi horrível.
Imaginei estar transando com a Ana Paula Arósio, para ter coragem de terminar o serviço, quando eu vi que já estava no ponto, abri suas pernas, não tive coragem de olhar para o buraco, mas enfim, penetrei. Por azar meu, veio, na primeira colocada, uma coisa mais forte do que eu, a perna direita começou a tremer depois travou e os dedos do pé abriram, eu tinha gozado.
Que raiva que deu de mim mesmo, como eu pude ter gozado tão rápido, deveria ter pensado em uma mulher menos gostosa, tipo a Piti do seriado Sob nova Direção, e eu não ia dar conta de encarar aquela mulher de novo. Ela percebeu minha frustração, disse que não tinha problema, pois era minha primeira vez, e que apesar de tudo havia gostado de mim.
Ela me pagou prometendo que ia me procurar mais vezes e que eu ficaria craque no serviço, se despediu e foi embora.
Enquanto esperava o moto-taxi, eu pensei que apesar do dinheiro ter sido fácil, se eu encarar só mulher desse tipo, eu estou fudido.